O Benfica venceu este domingo o Vitória S.C. por 2-0, no Estádio da Luz, com golos de Samuel Dahl e Sudakov.
No regresso após a paragem para as seleções, e com FC Porto e Sporting já vitoriosos nesta jornada, o Benfica, que antes da pausa tinha perdido no Dragão, não tinha margem para falhar. A equipa entrou em campo consciente disso e não falhou.

Primeira parte: pressão alta e corredores
Marco Silva apostou num 4-2-3-1 com Circati no lugar do castigado Lenglet e Barreiro ao lado de Palhinha. Do outro lado, Tiago Margarido respondeu com o mesmo desenho, mas com uma ideia assente num bloco baixo e marcações individuais, com Doucet encarregado de seguir Prestianni para todo o lado.
Os encarnados entraram fortes e logo aos 4 minutos estiveram perto de inaugurar o marcador. Prestianni cruzou da esquerda, Zych defendeu o remate de Schjelderup e, na recarga, Rafa Silva acertou em cheio no poste. Os encarnados pressionavam alto, recuperando a bola perto da área adversária, como no lance em que Prestianni roubou a bola ao próprio Zych, e o Vitória limitava-se a afastar o perigo.
Com nove cantos até aos 40 minutos, o Benfica foi perdendo intensidade na reta final. O Vitória, que só conseguia sair em transições pelo lado de Camara, encontrou na bola parada e nos cruzamentos para Jakupovic o seu melhor argumento. Num desses lances, o avançado desviou ao primeiro poste e a bola passou muito perto da baliza de Samuel Soares.
A chave do domínio estava nos corredores. Os laterais subiam com frequência para criar superioridade junto às alas e Barreiro aparecia muitas vezes em zonas de finalização, arrastando marcações. Foi assim que surgiu o golo, aos 24 minutos. Dahl projetou-se pela esquerda, tabelou com Pavlidis, que baixou para receber, e picou a bola sobre o guardião vimaranense. Foi o primeiro golo do sueco esta época que festejou efusivamente juntos dos colegas.

Com nove cantos até aos 40 minutos, o Benfica foi perdendo intensidade na reta final. O Vitória, que só conseguia sair em transições pelo lado de Camara, encontrou na bola parada e nos cruzamentos para Jakupovic o seu melhor argumento. Num desses lances, o avançado desviou ao primeiro poste e a bola passou muito perto da baliza de Samuel Soares.
Segunda parte: ajustes que decidiram
O segundo tempo começou a um ritmo bem mais baixo. O Benfica deixou de pressionar tão alto, cometeu erros na saída de bola e permitiu ao Vitória subir as linhas. Os vimaranenses somaram cantos seguidos com Jakupovic a criar perigo na área encarnada por mais do que uma vez.
Marco Silva mexeu pouco depois da hora de jogo. Aursnes entrou para dar mais critério com bola no meio-campo e Echeverri trouxe drible e profundidade. Tiago Margarido respondeu aos 66′, lançando Telmo Arcanjo e Beni e tirando Doucet. Coincidência ou não, sem a sombra do médio francês, Prestianni ficou mais solto e foi decisivo na construção do lance do segundo golo.
Antes disso, o treinador encarnado já tinha lançado Sudakov e Lukébakio, apostando em mais qualidade técnica entre linhas. O ucraniano recebeu o passe de Prestianni e rematou rasteiro para o 2-0, aos 75 minutos. A partir daí, o Benfica voltou a controlar o jogo pela posse e Lukébakio ainda teve o terceiro nos pés, mas atirou ao lado. Nos descontos, um cruzamento de Telmo Arcanjo terminou no ferro, num último aviso do Vitória.

Com este triunfo, o Benfica sobe ao segundo lugar, a cinco pontos do FC Porto, e consegue a primeira vitória sem sofrer golos na Luz para o campeonato. Segue-se, na quinta-feira, a receção ao Celtic, para a Liga Europa.
Fotos: Duarte Batista
Texto: Pedro Barrelas




Deixe uma Resposta