Simone Mendes voltou a Lisboa na sexta-feira, 2 de outubro, e o Sagres Campo Pequeno respondeu como se esperava: a cantar com ela do princípio ao fim. Foi a primeira de duas datas em Portugal. No dia seguinte, a cantora brasileira seguiu para a Super Bock Arena, no Porto.
Uma sala que já conhecia
Não era a primeira vez. Em fevereiro de 2025, no Dia dos Namorados, Simone já tinha esgotado o Campo Pequeno. Nessa visita recebeu dois Discos de Ouro em Portugal, por “Dois Fugitivos” e “Dois Tristes”.
Desde o fim de Simone & Simaria, em 2022, que a cantora segue sozinha. Hoje já ninguém fala dela como “metade da dupla”, e nota-se em palco: está mais solta, mais confiante e com um repertório que é só seu.

As músicas que toda a gente sabia
O alinhamento misturou os grandes êxitos com temas de O Melhor de Mim, o projeto mais recente. Mas foram as canções conhecidas que mais puxaram pela sala: “Erro Gostoso”, “Dois Tristes”, “Daqui Pra Sempre” e “Regime Fechado” tiveram o público inteiro a acompanhar.
A voz grave de Simone continua a ser o seu maior trunfo. As letras falam de traições, saudades e corações partidos, mas ninguém saiu triste. No sertanejo, sofrer em coro é uma festa.

Um público que não precisou de convite
Os fãs sabiam as letras de cor e não esperaram que ninguém lhes pedisse para cantar. A distância entre o palco e a plateia quase desapareceu.
Mais uma vez, mostrou que sabe comunicar com quem a vai ver. Simpática e à vontade, conquistou a sala sem grande esforço.

No fim, a voz rouca
Simone Mendes não veio a Lisboa mostrar nada de novo. Veio confirmar que tem cá um público fiel. Quem saiu do Campo Pequeno levou a voz rouca de tanto cantar, e num concerto destes isso diz tudo.
Texto & Fotos: Pedro Barrelas






